Pois, lendo
os versos da
poetisa Vany
Campos, fui
levado por
eles a tais
conjecturas.
A essa
espécie de
filosofia
que traço,
mui
modestamente,
na palidez
vazia da
folha
virtual onde
cometo o
exercício
belo e
difícil do
ato de
escrever.
Cada
escrever tem
um sentido.
Uma origem.
Um
significado.
No caso,
escrevo
prazerosamente
a pedido. Ou
a convite.
Já que me
foi dado
prefaciar
este
"e-book" -
livro
virtual - de
Vany Campos.
De profunda
experiência
de Vida,
esta poetisa
de 83 anos
é, ainda,
uma jovem
mulher com
seus cabelos
de neve, que
conserva um
aceso
coração de
rubi e uma
larga Alma
de Cristal!
É assim,
pelo menos,
que enxergo
- através de
seus versos
e de sua
pessoa - a
poetisa e a
mulher... a
mulher e a
poetisa. Não
posso
separar uma
da outra.
Que as duas
formam uma
só. São
unas. E são
plurais. Se
formam um
universo,
são, ainda,
diversidades.
E isto não é
um jogo de
palavras.
Isto são -
efetiva e
poeticamente
-
constatações.
Poeta, não
posso fugir
das imagens.
Das
metáforas.
Da linguagem
colorida da
Poesia. Não
posso
dispensar o
Sentimento
do escrever.
Não posso me
negar aos
eflúvios da
Emoção. Ah,
como pode o
poeta viver
sem a
cumplicidade
silenciosa
(e
barulhenta!)
de seu
Imaginário?
E enquanto
o(a)
leitor(a) me
lê, nestas
palavras,
lhe poderá
parecer que
escrevo
sobre mim.
Todavia,
dar-se-á de
conta que
escrevo
sobre Vany
Campos. Pois
procuro
traçar, pelo
menos, um
perfil dessa
poetisa que
conheci,
pessoalmente,
em sessão de
autógrafos -
na Feira do
Livro/2007,
aqui, em
Porto Alegre
- no
Memorial do
Rio Grande
do Sul. Tive
o grato
prazer e a
bela
oportunidade
de
autografar
ao seu lado,
lá, então.
Vale, aqui,
uma
lembrança
que ficou
gravada na
memória do
coração...
Espirituosa,
pequena, com
seus olhos
vivazes,
(seu jeito
lembrou
minha avó
materna!),
sentou-se ao
meu lado e,
com um
sorriso, já
de início me
perguntou à
queima
roupa: "o
que é
poesia?"
Pego
totalmente
de surpresa,
com meu riso
(fingido de
felicidade!)
tentei lhe
dar uma
resposta que
não fizesse
feio...
Então,
parece que
obedecendo a
um instinto
de
conservação
da espécie
(poética),
comecei
assim: ah...
poesia é
tanta
coisa...
quase
tudo... a
senhora não
acha? (Este
último "a
senhora não
acha?"
parecia até
uma espécie
de doce e
involuntária
vingança...)
Bem, a
partir daí,
ficamos os
dois a
procurar a
resposta
para algo
que, de tão
belo e tão
sublime, é
indefinível:
Poesia!
Mas, leio os
versos de
Vany. E
neles me
encontro. Ou
seria: me
(re)encontro?
Pois neles
me vejo.
Como se me
contemplasse
no Espelho
das Águas da
Vida... Há
momentos,
mesmo, em
que viajo
com essa
poetisa-irmã
em seu
Imaginário.
E nem lhe
peço licença
para
adentrar
esse
Imaginário -
lugar tão
ermo e tão
próximo! -
pois quem
entra lá não
sou eu, mas
meu
coração-poeta...
quem adentra
lá sem pedir
licença é
minha Alma -
Gêmea da
sua... Quem
lá se
intromete é
o meu eu
emotivo...
Meu
Sentimento
desnudo... É
esta minha
Igualdade
fraternalmente
Franciscana!
Seus poemas
nos falam de
Sonhos. De
frustrações.
De Vontades.
Vany
devaneia.
Suspira...
Tece
Utopias...
Há Saudades
amorosas que
nos
acenam...
Apalpamos
vazios. E
lamentamos
ausências!
Porém,
encontramos
a alegria de
viver. E a
gratidão do
Existir.
Ainda que
isso deixe a
nu a Dor e a
Lágrima -
furtiva e
translúcida!
A poesia de
Vany Campos
é assim:
lírica,
romântica,
realista,
dura e
doce...
Afinal, essa
jovem mulher
e poetisa de
apenas 83
anos nos
manda
recados - em
forma de
poesia -
sobre o Ato
diário,
arriscado e
fascinante
de Viver!
Ficam, aqui,
meus
parabéns à
poetisa Vany
Campos. À
mulher Vany
Campos.
Belos versos
os seus. Que
me dizem
muito! Que,
certamente,
tocam nossos
corações.
Sussurram a
nossas
Almas...
Versos que
são arte.
Mas... arte
de um
coração-poeta!
Meus
parabéns,
ainda, à
amiga Sonia
Orsiolli -
pelo seu ato
bonito e
generoso de
presentear
nossa Vany
com tão bela
e merecida
homenagem:
este
livro-virtual
poética e
coerentemente
intitulado:
"Devaneios".
Enfim,
parabéns a
todos nós:
contemplados
que somos
com o
privilégio
de ler (e
sentir!) a
poesia
colorida e
singular de
Vany Campos!
J.J.
Oliveira
Gonçalves/JJotaPoeta
Porto
Alegre, 05
de
fevereiro/2008.09h15min
- HS