E-book Devaneios

Vany Campos

22/02/2008

Feliz Aniversário!!!

PREFÁCIO:

Será a Poesia um estado d'Alma? Um estado de Espírito? Um estado Emocional? Piamente, acredito que sim. Poesia é essa linguagem colorida e universal vestida ou (re)vestida de imagens e metáforas. É a metalinguagem. A linguagem que, muitas vezes, está além de nossa compreensão comum. Pois se aninha em patamares tão elevados que desafia a que a interpretemos, adentrando seu hermetismo, ou desvelando seu mistério de simplesmente ser!

A poesia, em suas sinuosidades, é aquela bela e sedutora mulher com formas suaves e macias e curvas arredondadas... que exalam sensualidade e erotismo. Tudo isso, de uma forma sutil, diáfana, velada, delicada...

Todavia, nada disso acontece e a fotografia - externa e interna - da poesia nos mostra um nu feio e grotesco se o coração não for... poeta! E, aqui, cabe a feliz lembrança do excepcional poeta clássico e precursor do Romantismo, em França, além de fervoroso militante da Revolução Francesa - André Chénier - que disse com muita propriedade e sentimento esta verdade poética: "A arte faz versos. Só o coração é poeta.". Certamente, aprender uma arte é uma coisa. Nascer com essa arte dentro de si é outra. E bem diferente!

Pois, lendo os versos da poetisa Vany Campos, fui levado por eles a tais conjecturas. A essa espécie de filosofia que traço, mui modestamente, na palidez vazia da folha virtual onde cometo o exercício belo e difícil do ato de escrever. Cada escrever tem um sentido. Uma origem. Um significado. No caso, escrevo prazerosamente a pedido. Ou a convite. Já que me foi dado prefaciar este "e-book" - livro virtual - de Vany Campos.

De profunda experiência de Vida, esta poetisa de 83 anos é, ainda, uma jovem mulher com seus cabelos de neve, que conserva um aceso coração de rubi e uma larga Alma de Cristal! É assim, pelo menos, que enxergo - através de seus versos e de sua pessoa - a poetisa e a mulher... a mulher e a poetisa. Não posso separar uma da outra. Que as duas formam uma só. São unas. E são plurais. Se formam um universo, são, ainda, diversidades. E isto não é um jogo de palavras. Isto são - efetiva e poeticamente - constatações. Poeta, não posso fugir das imagens. Das metáforas. Da linguagem colorida da Poesia. Não posso dispensar o Sentimento do escrever. Não posso me negar aos eflúvios da Emoção. Ah, como pode o poeta viver sem a cumplicidade silenciosa (e barulhenta!) de seu Imaginário?

E enquanto o(a) leitor(a) me lê, nestas palavras, lhe poderá parecer que escrevo sobre mim. Todavia, dar-se-á de conta que escrevo sobre Vany Campos. Pois procuro traçar, pelo menos, um perfil dessa poetisa que conheci, pessoalmente, em sessão de autógrafos - na Feira do Livro/2007, aqui, em Porto Alegre - no Memorial do Rio Grande do Sul. Tive o grato prazer e a bela oportunidade de autografar ao seu lado, lá, então. Vale, aqui, uma lembrança que ficou gravada na memória do coração... Espirituosa, pequena, com seus olhos vivazes, (seu jeito lembrou minha avó materna!), sentou-se ao meu lado e, com um sorriso, já de início me perguntou à queima roupa: "o que é poesia?" Pego totalmente de surpresa, com meu riso (fingido de felicidade!) tentei lhe dar uma resposta que não fizesse feio... Então, parece que obedecendo a um instinto de conservação da espécie (poética), comecei assim: ah... poesia é tanta coisa... quase tudo... a senhora não acha? (Este último "a senhora não acha?" parecia até uma espécie de doce e involuntária vingança...) Bem, a partir daí, ficamos os dois a procurar a resposta para algo que, de tão belo e tão sublime, é indefinível: Poesia!

Mas, leio os versos de Vany. E neles me encontro. Ou seria: me (re)encontro? Pois neles me vejo. Como se me contemplasse no Espelho das Águas da Vida... Há momentos, mesmo, em que viajo com essa poetisa-irmã em seu Imaginário. E nem lhe peço licença para adentrar esse Imaginário - lugar tão ermo e tão próximo! - pois quem entra lá não sou eu, mas meu coração-poeta... quem adentra lá sem pedir licença é minha Alma - Gêmea da sua... Quem lá se intromete é o meu eu emotivo... Meu Sentimento desnudo... É esta minha Igualdade fraternalmente Franciscana!

Seus poemas nos falam de Sonhos. De frustrações. De Vontades. Vany devaneia. Suspira... Tece Utopias... Há Saudades amorosas que nos acenam... Apalpamos vazios. E lamentamos ausências! Porém, encontramos a alegria de viver. E a gratidão do Existir. Ainda que isso deixe a nu a Dor e a Lágrima - furtiva e translúcida! A poesia de Vany Campos é assim: lírica, romântica, realista, dura e doce... Afinal, essa jovem mulher e poetisa de apenas 83 anos nos manda recados - em forma de poesia - sobre o Ato diário, arriscado e fascinante de Viver!

Ficam, aqui, meus parabéns à poetisa Vany Campos. À mulher Vany Campos. Belos versos 

os seus. Que me dizem muito! Que, certamente, tocam nossos corações. Sussurram a nossas Almas... Versos que são arte. Mas... arte de um coração-poeta! Meus parabéns, ainda, à amiga Sonia Orsiolli - pelo seu ato bonito e generoso de presentear nossa Vany com tão bela e merecida homenagem: este livro-virtual poética e coerentemente intitulado: "Devaneios".

Enfim, parabéns a todos nós: contemplados que somos com o privilégio de ler (e sentir!) a poesia colorida e singular de Vany Campos!

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoeta

Porto Alegre, 05 de fevereiro/2008.09h15min - HS

jjotapoeta@yahoo.com.br – www.jjotapoeta.art.br

 

 

 

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Publicado: 21.03.2007 Última atualização:  15.10.2009  

 

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