O dia dos meus anos

 

A festa do dia de meus anos, foi a essência de formação duma família,

que conseguiu se concentrar sem percebermos por quê.

Agora sinto a vida linda...

Já não choro só tristezas,

Nem lamentos.

Não percebíamos esse abstrato em nossa consciência.

De belezas tão puras.

Éramos todos uma só alma.

 

Vany Campos

22/02/2008

Vany...

Minha jovem poetisa de apenas 83 anos... tens razão

Concordo com tuas palavras... e as faço irmãs das minhas...

Alinho meus Sentimentos aos teus...

E minha Emoção comunga, aí, com tua Emoção...

Como bem diz o belíssimo escritor norte-americano Richard Bach

os laços-de-afeto são mais fortes

e, às vezes, nos parecem inexplicáveis

eis que são "coisas" do Espírito...

Um dia, morremos na carne, isso faz parte... infelizmente...

Todavia, faz parte - também e com certeza! - que nossas Almas sejam Imortais!

Por isso, o "dejà-vu"...

Por isso, nos (re)encontramos...

Por isso, ainda, muitas vezes não conseguimos explicar

porque gostamos tanto de alguém que, de repente, encontramos

(ou será: reencontramos?!) e passa a fazer parte de nossa Vida.

Por que essa amorosa recíproca?

Por que, de repente, esse "Amor à primeira vista"?

Por que essa gostosa "impressão ou sensação" de que já nos conhecíamos

de Algum Lugar... (do Passado?)

Ah, Vany...

Coisas d'Alma...

Coisas do Espírito...

Coisas, mesmo, do coração...

Afinal, não é com o coração que amamos?

Não é o coração que dói, quando sofremos?

Não é ele o Cais das Calmarias?

E, mesmo, o Mar encapelado das Paixões?

Sim... alguém poderá dizer que, quando partimos, o coração também se faz em pó...

E eu penso, cá com minha loucuras poéticas, Vany:

quem sabe - os que amamos pra valer! - tenhamos todos

um coração de Joanna D'Arc dependurado ao peito...

Afinal, entre as cinzas da fogueira em que essa Guerreira foi queimada

seu Coração permaneceu intocável... inteiro... vivo!

(Terá sido um Milagre de Amor que Ele mostrou aos olhos dos homens?)

Mas, Vany...

Quero te dizer que... nem imaginas como gostei de tua festa!

Curti cálidas e mimosas lembranças de minha mãe... de minha pequenina

e bondosa avó materna... de minha Família completa...

de meu eu-guri... curumim - já, então de Alma inquieta...

Ah, minha jovem amiga Vany...

Eu já carregava, às costas, o belo e terrível Estro de poeta

e já curtia estas loucuras... estes Sonhos... estes Devaneios... estas Utopias

que foram desabrochando, quem sabe, precocemente...

e precocemente, também, me fazendo Sofrer...

Quando fizeste 83 anos, Vany... foi lindo!

Ah, e porque foi lindo, continuará sendo... hoje e depois!

(Naquela noite, minha irmã de Caminhada, nossas Almas, alegres, se (re)encontraram para brindar por uma Velha Amiga! Fomos, então, uma só Família... Ovelhas de um só Rebanho! De um Mesmo e Bondoso Pastor!)

E, porque assim foi, Vany, esperemos, pois, os 84!!

 

Com o abraço (sempre!) franciscano deste teu irmão-poeta, mas,

antes de tudo: homem-comum...

 

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@

Porto Alegre, 28 de fevereiro/2008. 11h51min

 

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Publicado: 21.03.2007 Última atualização:  15.10.2009  

 

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