Seivas da alvorada

Vany Campos
 


Tenho uma rosa suspensa na memória
É uma flor de amor
Onde um rio escorrendo olha a sombra
O tempo deitou raízes na água
Meus olhos assistem comovidos
Meu canto se afoga em borboletas
De que se alça uma flor liberta
Na largueza de vôos incontidos
A que espumas transidas remonta
Que céus que sonhos sempre a espera
No recesso azul de uma rosa
Pérolas de foco de meus versos
Meu coração se esconde numa sombra
Vestido de palavras
No meu corpo sensível
Pingam gotas de orvalho
Molhando a madrugada
Alimento-me com as seivas das alvoradas
Ébrias de estradas.

 

Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2006
Código do texto: T330345

 

 

 

 

 

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Publicado: 21.03.2007 Última atualização:  02.02.2008  

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